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Tuesday, November 10, 2009

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Código Morse: bem assim que meu coração tá. Minha cabeça, tudinho. Em código, que ninguém, e ninguém mesmo conseguem entender. Nem os mais próximos, os que sabem exatamente o que eu to pensando só de olhar pra minha cara de perdida no nada, os que conhecem meu sorriso de canto de boca, os que entendem quando eu estou calculando as possibilidades. Nem os mais afastados que acham que me entendem, que vêm nessa cabecinha loira uma menininha mimada e doce. Nem eu entendo. Isso é o mais grave. A única coisa q eu sei direitinho é que eu tenho essa minha mania de felicidade. Oh inferno! Tá tudo lá, lindão e aparententemente oquêis e lá estou eu um instante depois reclamando: “cadê a minha felicidade”? Tenho a péssima mania de me cansar rápido de querer sempre mais, de ser essencialmente insatisfeita. È assim desde criança, quando minha mãe me matriculava em natação, ballet, dança, vôlei, karaté, teatro...E eu sempre desistia antes mesmo se saber o mínimo possível da atividade. È assim agora, já toda virando adulta, quando me canso das disciplinas, dos livros, dos roteiros. E é assim quando eu fico sozinha. Pensando no fracasso do meu querer. E ainda há quem diga que isso de querer sempre mais é bom, mostra que você não se acomoda. O problema é que em alguns momentos eu queria muito, muito mesmo ser acomodada. Não me sentir falida. Não ter que começar tudo de novo. Tomar decisões e depois parar e perguntar : “Ok, e agora? Eu faço o quê?”.

"Não, meu coração precisa
ao menos amenizar a dor
Que a vida não amenizou
Que a vida a dor domina
Arrasa e arruína
depois passa por cima a dor..."

4 comments:

Colombina said...

"Arrasa e arruína
depois passa por cima a dor...em busca de outro amor..."


Parece filhadaputisse....mas é assim! Fazer oq?

Brisa Aziz said...

hum...

uma pesquisa de questionário aplicada nos USA na década de 60 (ínício da frenética era do consumo desenfreado) comprovou que os americanos desejam ter, em média, 25% a mais do que já possuem. Isso vale tanto para coisas materiais quanto espirituais.

Pesquisadores atuais confirmam a prevalência desta cultura e afirmam que a nossa geração mudou: quer 30% a mais.

conclusão: vc não está sozinha

ps: pior é que é sério. Estes dados eu extrai de um livro de Criminologia que estudei pra fazer meu TCC. Estes dados estavam aliados ao aumento da criminalidade causado pelo sentimento de frustração em não se conseguir atingir um patamar mais elevado de consumo por meios lícitos. Não que isso se relacione a vc rsrsrs

Iulo said...

Ih :/
Foi bem o que eu disse: 'cada namorico babaca - nao to falando que é o caso - é um aprendizado'

Mel Andrade said...

Lai regaça. Brisa te chama te futura marginal e o menininho ali embaixo escrotiza. eu ainda prefiro the classic:
"Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que eu planejeeeei.."
pq ira broca