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Friday, June 15, 2007

Sim..."eu falso da minha vida o que eu quiser."


Eu estava na metade um post quando abri o meu email.Lá estava ele.Como a me fazer ficar confusa.Sim eu fico confusa sim.Sempre fico,essas coisas mechem comigo.Não que eu não tenha certeza dos meus sentimentos.Mas é estranho não ter dos sentimentos dos outros.Ou ter demais.É.Parando pra reler o email,não,não estou confusa.Estou surpresa.Pronto ! Essa é a palavra.Direito meu de estar.E supresa não é simplesmente uma sensação desgostosa.Talvez nem seja.Me sinto até envaidecida.O fato é que me sinto também amedrontada.Medo de ser cruel ao dizer simplesmente,o tempo passou,eu nao sou mais a mesma.Não.Dizer isso seria injusto.O amor ainda existe.Já disse,amor é como energia.Não se perde.Se transforma apenas,e a gente muda.E acha outros amores.E se apaixona e tem vontade de sair voando por ai...e todas essas coisinhas romanticas e clichês que eu já estou cansada de escrever aqui.Então...Fico sim meio que estranha a todos os acontecimentos.Tentando não dizer o que não quero,tentando achar uma forma de deixar as coisas inertes,ou se não inerter pelo menos como o mar calmo de sempre,de onde eu via naquela janela lá de longe o horizonte com barquinhos e por do sol,igual aos desenhos de criança.Ganhei uma música..."vênus",do paulinho moska.Talvez ele me entenda mesmo.E eu só sinto muito ter decepcionado.Se decepcionei.Mas o tempo passou e não sou mais a menina que chorava por se sentir culpada.Sou agora a menina que tenta consertar as coisas do jeito mais fácil e menos dolorido possivel.E como Moska,acho que o amor é mesmo um móbile..."A virtude do AMOR é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O AMOR está em movimento eterno, em velocidade infinita. O AMOR é um móbile."

É ,acho que não disse nem metade do que queria,e nem sei o que queria dizer.O importante é que aqui vai mais um desabafo dessa pecinha de lego.Sabe o que acho no fim das contas?Que to fazendo as escolhas certas.Se não forem também...é só recomeçar.Ou melhor começar.Recomeçar remete a passado.E o futuro sempre me pareceu tão mais interessante...




obs:"a fenda que nos separa/da ponte que nos aproxima/quem retirou a última pedra /do muro que estvamos em cima?"(Um e outro. do cd que o Moska fez pra mim...)

3 comments:

Janaína Conceição said...

Eu como quase sempre preciso de uma explicação pós-leitura desse post...

Mas de imediato oq posso adiantar é q fico muito feliz em ver o qto vc, Ek, Kally e eu estamos evoluindo...Ler os posts de hj e reler os q foram feitos no momentos "crises existenciais" faz com q eu pare pra refletir e ver q, assim como o amor, tudo esta em movimento...Todos nós somos mobiles, peças de lego e flores nas janelas...mudamos de acordo com as estações...


"meninas são tão mulheres...seus truques e confusões"


te adoro
;)

Amanda Maron said...

Por que todas nós temos uma música que o Moska fez pra gente?

rs.

Eu tenho, você tem, Laísa tem...
Nossa!

Quanto ao amor acabar, eu tbm acho que não acaba nunca. Que se transforma.

Mas eu quero saber de quem era o e-mail.

Diamante said...

inaugurando aqui a minha participação no pecinha de lego.(rs)
E prá ficar pior que a minha participação só mesmo falando novamente de forma bem redundante desse tal amor...e como minha tentativas de falar dele para buscar compreender se esgotaram...lembrei-me de um cara que pode fazer isso por mim, este mal compreendido homem, filósofo, escritor, poeta e músico , nos fala também do tão viciado discurso do Amor:
"E O que se pode prometer: pode-se prometer atos,mas não sentimentos; pois estes são involuntários.Quem promete a alguém amá-lo sempre,ou sempre odiá-lo ou ser-lhe sempre fiel,promete algo que não está em seu poder; mas ele pode prometer aqueles atos que são conseqüência do amor,do ódio,da fidelidade,mas também podem nascer de outros motivos: pois caminhos e motivos diversos conduzem a um ato.A promessa de sempre amar alguém significa,portanto: enquanto eu te amar,demonstrarei com atos o meu amor; se eu não mais te amar,continuarei praticando esses mesmos atos,ainda que por outros motivos: de modo que na cabeça de nossos semelhantes permanece a ilusão de que o amor é imutável e sempre o mesmo.Portanto,prometemos a continuidade da aparência do amor quando,sem cegar a nós mesmos,juramos a alguém amor eterno."(Nietzsche).

abraços!!!

Franklin Meyer